Loucura e Magia:a importância da psicoterapia

Caros,

"Faça o que tu queres,há de ser o todo da Lei"

Bom,por estranha coincidência ou não desse caso dos assassinatos do Realengo(o que é lamentável),me vem a mente as palavras do Regardie nessa entrevista:

http://www.hadnu.org/uma-entrevista-com-israel-regardie

Em linhas gerais,ele diz que é de suma importância para o magista fazer psicoterapia pois,se ele vai trabalhar para a realização da Grando Obra,ele tem de estar centrado e equilibrado para trabalhar com aspectos sutis do universo e de seu inconsciente.E essa não é uma opinião isolada.Don Milo Duquetti,grande magista do meio thelêmico norte-americano,ao falar de Goétia disse a mesma coisa:"Só posso mudar uma coisa com magick:eu mesmo",sem falar que também afirmou que trabalhar com magia sempre vai trazer à superfície visível da realidade o pior do magista.

A priori,parece estranho que haja um certo temor quando se fala de loucura ou,no mínimo,desequilíbrio psicológico.Mas o risco é sim real e deve ser meditado,analisado e cuidado com cuidado.

Exemplos:

http://www.astrumargentum.org/arquivos/ht/bios_oivvio.htm

http://www.astrumargentum.org/arquivos/ht/bios_aha.htm

http://www.astrumargentum.org/arquivos/ht/bios_belarion.htm

Isso pode ocorrer com qualquer um.Eu mesmo sou prova do conflito psicológico porque houve mais de um momento em que eu passei por vários surtos curtos em relação a fúria de Gevurah e ou de cair em alguma eventual "depressão" ou mesmo estar atormentado por pensamentos bizarros de morte e suicídio.Indo além de uma questão de influências externas como obsessão por espíritos malévolos,ou de uma questão neuro/psicofisiológica,isso também,em parte,é uma prova de que está havendo uma certa resistência,ou ordálio,em relação ao caminho de progresso espiritual que o praticante vai tomando.

A solução "psicoterápica" que encontrei com os poucos recursos não-profissionais dos quais disponho foi:

1-Fazer auto-análise sempre que me sentir desequilibrado,procurando admitir meus problemas semelhante ao que fazem na Alcoólicos Anônimos,onde admitir o problema é o primeiro passo para resolvê-lo.

2-Procurar sempre,por mais difícil que seja,me acalmar e analisar o mais fria e imparcialmente a situação na busca de uma solução.

3-Confiar na família e amigos muito íntimos na busca de opiniões alheias sobre sua pessoa no sentido de captar algum detalhe que passou despercebido na auto-análise.

Mas isso não descarta nem invalida a procura profissional.Muito pelo contrário!É de extrema importância o magista se prevenir para a continuidade de seu trabalho.

Sem mais a dizer,

K

"Amor é lei,amor sob vontade"

O que acontece é que a prática mágicka coloca em movimento aspectos até então dormente da psique do magista, o que tende naturalmente a trazer um certo desequilíbrio.

Conforme ascende-se na escalada espiritual diferentes influências elementais estimulam violentamente este ser microcosmico que é o homem. Cada uma ao seu tempo, essas forças mexem e transformam radicalmente o iniciado, trazendo à tona aspectos da personalidade que devem ser dominados.

Já quanto à psicoterapia, muito embora eu adore falar de mim mesmo, temo que a interferência possa nem sempre ajudar como julga-se que deveria. No final das contas, na minha opinião, o melhor ouvinte e conselheiro é você mesmo.

Até porque eu realmente não acredito em imparcialidade, e sempre me parece que o terapeuta vai ficar pensando horrores enquanto contamos aquelas barbaridades absurdas que passam pela cabeça da gente... Isso, essas mesmas que você pensou, e que fazem de nós pessoas interessantes, maravilhosas e únicas. [:lol:]

Aluvaia,

Concordo com você.Mas mesmo com essas interferências a gente pode pegar certas nuances.O indivíduo não é isolado,faz parte do todo e pensar a respeito disso pode ser produtivo,mas não nego que eu tenha um certo receio em ir a,exemplo,um psicólogo e pedir uma ajuda psicoterápica porque pratico magia.O profissional estranharia com certeza,porque o ceticismo acadêmico interferiria negativamente na análise,exceto se ele tivesse uma base em Jung,Reich ou Gurdjeff para traduzir magia para ele como uma forma de espiritualidade que mexe com toda a psiquê do indivíduo e,que se for de mal jeito,possa prejudicá-lo.

É, o problema é que dificilmente esse cara será capaz de te entender realmente. E além do que é mais fácil que ele tente te fazer ver que estas tuas inclinações para o "misticismo" (essa gente adora esse termo) estejam mais para uma tendência a "fugir do mundo real para a fantasia" do que para uma busca espiritual legítima.

Afinal de contas onde já se viu o cidadão achar que é capaz de modificar sua realidade meramente de acordo com a vontade. [:roll:] Só pode ter um problema muito sério um ser humano como você que se diz praticante de uma religião (ou seja lá o nome que você dá), mas não cai de joelhos, junta as mãozinha e pede "pelamordedeus". [:!:]

Mas o pior de tudo é que eles realmente acham que estão tentando te ajudar. Se julgam superiores e falam com você como quem falasse com uma criança a quem se quisesse fazer se dar conta das asneiras que está dizendo. [:evil:]

Resumo da ópera: Ou o psicoterapeuta é uma pessoa com experiências e com uma visão de mundo muito semelhantes às minhas, ou não...muito obrigado. Mais um escravo me julgando eu não preciso. Já me bastam os habituais que não são poucos. [:?]

Bom, de repente se você não entrar em pormenores mágicos ou ideológicos, até dê certo. Quem sabe vai lá pra contar da sua vida, que você discutiu com o chefe, que a sua namorada é ciumenta, que você era o último a ser escolhido no futebol quanto era pequeno, que a cachorrinha que a família achava que era estéril vai dar cria... [:lol:]

É brincadeira... [;)]

Mas falando sério. Se você for capaz de omitir certos detalhes da sua vida, pode ser que este tipo de profissinal seja habilitado a ajudá-lo a desdobrar o resto.

Infelizmente eu não sou capaz dessa proeza. Já fiu, não sou mais. Não me escondo mais. Tenho trinta anos, sou um cidadão, trabalhador, pai de família, pago meus impostos tanto quanto qualquer um, vivo em um país que a constituição me assegura liberdade de culto, e sou o que sou. Não procuro o confronto, mas também não o evito.

Não sendo Terapeuta/Analista nem tendo histórico no papel de Paciente/Analisando...

Acho que tem um equivoco da sua parte, Aluvaia:

  • Terapeuta nenhum precisa entender o paciente. Entender um ser humano em sua totalidade é algo muito complexo porque somos um aglomerado de conteúdos e esses são infinitos. É provável que ninguém além do próprio individuo chegue perto de uma conclusão fidedigna do que ele/ela é. A tarefa do terapeuta é observar e analisar a dinâmica psíquica, espelhando e confrontando o paciente sempre que a necessidade se impor. Quem descobre a ética que melhor se aplica a vida é sempre o individuo.

  • Essa dinâmica vem sendo mapeada e estudada todo dia em milhares de consultórios, faculdades e laboratórios pessoais. Imagine que a moderna psicologia é tão científica e prática quando a Magick.

Mas, claro... Existem os charlatões que usam o termo "Psicólogo" pra fazer "Psicologismo" e defendem uma aplicação moral de um saber que é pura e simplesmente um instrumento de auto-descoberta.

Abraço.

93.

Acho bastante interessante as opiniões de Regardie e sou inclinado a concordar com ele, e reitero uma informação da entrevista onde ele diz q ao fazer terapia junguiana teve acesso à literatura desse especialista, o q foi de grande valia pra ele. Uma outra coisa interessante q ele levanta nesse trecho é que além do iniciado ter q buscar auxílio em processo terapêutico (vou considerar q os processos clínicos como transferência, catarse e etc...são de concordância d todos para justificar a necessidade de análise e ñ somente a tal "auto-análise" para certas questões) é interessante para o magista ter um conhecimento sobre as principais teorias psicológicas vigentes. Uma ferramenta e tanto até mesmo na elucidação d certos fenômenos q o indivíduo possa vivenciar na carreira iniciática. Qto a escola terapêutica mais recomendada, eu tenho minhas opiniões(pq sou acadêmico d psicologia), mas acho q a frequência à terapia vai mostrar qual a melhor.

  • Magister Ludi.

Luiz,

Você que se diz acadêmico de psicologia e tendo mais contato com essa área sabe me informar sobre alguma vertente psicoterápica além de Jung e Reich que combinem com ocultismo?

No mais,grato,

K.

Defina "ocultismo"

Da pouca leitura de Jung, tenho impressão de que ele não coaduna com "ocultismo" a matéria dele é PSICOLOGIA. Do Reiche não posso falar.

Abraço.

93.

E verdade,até para isso eles fazem uma reinterpretação. [:?]

AJM

Talvéz você esteja certo e eu esteja sendo precipitado em meu julgamento. Mas o que me preocupa é que todo o ser humano médio tende à parcialidade. Todos temos os nossos preconceitos, e os analistas não fogem á regra.

Veja bem, não é uma questão de entendimento, é claro que um profissional que passa uma ou duas horas por semana com você não poderia entendê-lo plenamente. Muitas vezes nem quem vive com a gente nôs entende.

Mas o que me desagrada é a aparente frieza por tras do processo. Essa história do "estou te ouvindo, possivelmente te julgando, mas finjo que não".

Sei lá... pode ser uma idéia errada minha, mas me desagrada pensar em contar intimidades (quaiquer que sejam) a um cara que tenta se manter (ou aparentemente tenta) o mais distante dos meus problemas, e que diz que não, mas eu tenho certeza que tece para si mesmo opiniões a meu respeito que muito possivelmente sejam equivocadas.

Lógico que há excessões. Existem pessoas espetaculares em todos os campos e eventualmente nos deparamos com uma delas. Mas o mundo está muito cheio de gente menos preparada do que nós e que por um "capricho dos deuses" se encontra na confortável posição de nos julgar e analizar.

Luiz

Não estou desmerecendo a sua profissão. Eu mesmo gostaria muitíssimo de estudar academicamente a psicologia. Espero que você se torne um profissional qualificado e que sua aptidão te traga excelentes frutos.

Me desculpem todos se pareci meio ácido no que eu postei ontem. Estava lendo algumas coisas que me deixaram um pouco exaltado. Possivelmente eu tenha exagerado. Não tenho nada contra classe profissional nenhuma. Se passei um aimpressão errada, desconsiderem. [:)]

Sem problema! [;)]

Mas então,descartando no momento ajuda profissional,"como então o magista se vira pra se tratar além da auto-análise?"

Uma das possibilidades que pensei foi de trabalhar e organizar de forma simples os aspectos psicológicos em cabala.

Algo assim:

Irascibilidade,irritação e fúria-Gevurah

Medo,ilusão e perda do auto-controle sobre a consciência e percepção-Yesod

Sentimentos de auto-destruição,sadismo,masoquismo-Malkhut

Depressão e tendências ao suicídio-Binah

Egoísmo-Hod(?)

Arrogância-Hesed

Sexualidade deturpada-Netzach

São só exemplos para ilustrar.Caso haja algum conceito equivocado por favor,corrijam! [:)]

Ok, lá vamos nós. Senhores, lá vem uma postagem longa, pq gostaria d abarcar o q foi dito nas mensagens anteriores...

Qto ao camarada q perguntou sobre escolas com maior inclinação para a espiritualidade (tá resolvida a questão "Jung X Ocultismo" com esse termo?) - que "Eu me disse acadêmico"...rs, Gostaria d dizer q todas cumprem o propósito de suporte para a busca, se bem conduzidas por um especialista competente, obviamente uma ou outra servirá melhor para este ou aquele sujeiro, ou tal qual outra lhe parecerá mais espiritualizada. Eu particularmente recomendo um terapêuta com conhecimento iniciático, mas ñ um misticóide... Existem alguns psicólogos transpessoais (uma outra escola) q putz, o consultório dele parece um oratório chaoista, acho q ñ é o caso... mas, "Não há Lei além de faze o que tu queres". O que o magista precisa e que Regardie deixa claro ñ é de mais um lugar pra falar sobre magia, mas tratar d questões q se mal elaboradas, podem sabotar seu convívio com uma determinada fraternidade por exemplo (a crítica dele qto a G.'.D.'. passa por isso tb) e sobretudo sua própria caminhada. Questões bem rasteiras mesmo, aspectos ligados a paternidade, sexualidade, dificuldades sociais... e uma série de motivadores ocultos q possuímos...

O outro camarada do tópico q usou a cabala pra definir aspectos e tal, me parece muito interessante. Obviamente um aprofundamento danado se faz necessário, e método na formulação, ñ é mesmo?

Um outro companheiro falou sobre questões ligadas ao terapêuta frio, que depois revolve suas questões com julgamentos pra si mesmo. Bem, mais uma vez fica a questão da orientação do especialista, o método da livre associação e a ACP (Abordagem centrada na pessoa) procura conduzir a conversa com pequenas interrupções dando rumo as discurso, mas deixando em evidência os conteúdos do paciente... existem sistemas mais participativos, ou quentes se vc preferir... Sem trocadilhos. Fica um conselho caso vc procure um terapêuta um dia, lidar com essas questões sobre a opinião de terceiros qto a vc...

Bem, se lembrar d outra coisa posto depois. Abraço de força a todos!

  • Magister Ludi.

O tópico talvez já esteja descambando pra um 'off-topic', mas...

O Jung fez uma coisa interessante nos 'ultimos' livros da obra dele. Talvez por isso muita gente confunda o que ele desenvolveu por algo que não é PSICOLOGIA. Me refiro a Psicologia e Alquimia, Estudos Alquimicos, AION, Psicologia da Transferência e por ai vai... Esses tratam especificamente de estudar o desenvolvimento do processo psíquico através dos símbolos e práticas das correntes ocidentais de iniciação. Toda a discussão é levada do ponto de vista PSICOLÓGICO, isso é, o interesse dele não é lidar com algo imaterial ou meta-físico. Ele está lidando com imagens que brotam do inconsciente através de casos clínicos e que são paralelos com símbolos gerais facilmente observáveis no Gnosticismo e Alquimia (no caso específico que ele cita). Tudo isso apenas pra delinear o desenvolvimento da personalidade ou o caminho da individuação, as relações de transferência, a integração da sombra e da sizígia (Animus/Anima). Ele pode ser facilmente confundido por "Místico", mas esse não é o caso. Acho que a introdução do João São João é muito boa pra ilustrar o que estou querendo dizer... Isso é, tudo pode ou podia ser pintado de uma maneira propícia pra que uma experiência mística cinematográfica aconteça, mas esse não é geralmente o caso. A verdade é que as coisas em sua maioria são expressões das nossas mentes e simplesmente isso... Deus, Diabo, ouro, chumbo, cruz ou o que quer que seja, são ou se tornaram signos específicos pra comunicar determinadas verdades e essas são completamente circunstanciais. Não que a ALMA não possa ser desenvolvida através das correntes iniciaticas, pelo contrario. Mas a moderna psicologia profunda surge (do meu ponto de vista) pra abrigar as 'almas' que estão sem teto nem chão iniciatico, sem a proteção de uma religião ou caminho que possam balancear e integrar os opostos, resolver os conflitos da construção da ética. A riqueza simbólica inconsciente, assim, fica sujeita a repressão, a maioria das vezes moral, por essa sociedade altamente instrumentalizada em que vivemos. Tem muitos pontos que podem ser visto por essa ferramente que é a Psicologia Analítica e o melhor é que ela não é a unica, sendo apenas mais uma ferramenta...

Temos: Nietzsche, Freud, Reich, Crowley e muitos outros...

A questão toda é que a psicoterapia, quando realizada de forma responsável, é realmente um suporte pra lidarmos com nossos processos, aquelas singularidades que fazem com que sejamos nós mesmos, tanto os aspectos positivos quando os negativos...

Abraço.

93.

Concordo com muita coisa q vc disse, qto a Jung o amigo me pareceu um junguiano elucubrando sobre as diferenças entre a forma d encarar as coisas (o mítico e o místico, etc etc etc), mas acho q a pegada aqui é outra, senão aí sim isso vira totalmente um off-topic. De qualquer forma, a importância da terapia citada aqui se afirma bem como em certo ponto da carreira iniciática a figura do iniciador externo se faz valer. E uma curiosidade qto a clinica Junguiana (Complexa, profunda, arquetípica, imagética, etc etc etc) e q o próprio Regardie sinaliza na entrevista q é pano de fundo pra esse tópico, é q impera um Modus Operandi na clínica Junguiana muito deslocada dos propósitos iniciais, e de difícil indentificação de suas benesses pro indivíduo. A parada é meio parecida com thelema, o fundador era um gênio, mas os dissidentes nem sempre acham a mão pra empregar seus conceitos. Tratamento pouco acertivo (outro comentário bem off-topic).

Um exemplo prático do respaldo do saber psicológico no percurso iniciático está em um artigo do próprio Israel Regardie sobre a Cruz R+C Hermética e as lâminas correspondentes a certos graus da G.'.D.'.

http://pt.scribd.com/doc/7235408/AnAlise-de-Alguns-sImbolos-Da-Rosacruz

Esse é o link do artigo. Até mais.

  • Magister Ludi.

Caros,

"Faça o que tu queres,há de ser o todo da Lei"

....

A solução "psicoterápica" que encontrei com os poucos recursos não-profissionais dos quais disponho foi:

1-Fazer auto-análise sempre que me sentir desequilibrado,procurando admitir meus problemas semelhante ao que fazem na Alcoólicos Anônimos,onde admitir o problema é o primeiro passo para resolvê-lo.

2-Procurar sempre,por mais difícil que seja,me acalmar e analisar o mais fria e imparcialmente a situação na busca de uma solução.

3-Confiar na família e amigos muito íntimos na busca de opiniões alheias sobre sua pessoa no sentido de captar algum detalhe que passou despercebido na auto-análise.

Mas isso não descarta nem invalida a procura profissional.Muito pelo contrário!É de extrema importância o magista se prevenir para a continuidade de seu trabalho.

Sem mais a dizer,

K

"Amor é lei,amor sob vontade"

Prezados Amigos,

Como tem passado todos ? espero que bem.

93

Depois de mais um período em que fui convidado

a passar um tempo na reabilitação psicológica para novamente

estar com a sociedade.

Tenho certeza em afirmar que o que nosso irmão disse acima esta correto e

ajuda bastante, Porém devo dizer que só ajuda inicialmente porque depois decerto

tempo, não tem mais jeito toma conta do individuo.

"Você num procurou o oculto ? ai esta ele"

"Mas e agora, o que fazer ?

93,93/93

Fraternalmente:

THIAGO CARDOSO